Jep Gambardella
Quem é Jep Gambardella?

Protagonista do filme 'A Grande Beleza' (do italiano: La grande bellezza), Jep Gambardella (Tony Servillo) é um escritor de 65 anos de idade, além de jornalista, membro da alta sociedade romana que entre suas festas e taças de vinho com amigos, sente necessidade de filosofar e consequentemente continuar suas obras literárias abandonadas desde a criação de 'O Aparato Mundando'. A personagem se utiliza de festas, sexo, conversas fúteis com seus amigos dentre eles uma editora, dono de uma boate, entre outros, para tentar preencher sua vida fútil e frívola, apresentando um olhar ora vazio e distante, ora espantado, Jep faz passeios rotineiros pela capital italiana, porém sem destino tal como sua vida, podendo ser destacados os momentos nos quais sonha com os olhos abertos quando se encontra deitado sobre sua cama a olhar o teto branco que segundo sua imaginação se transforma o mar, o que lhe remete à sua juventude, em uma dessas reflexões mastiga essas palavras:
“Eu não posso perder mais nem um minuto fazendo coisas que não quero fazer”.
A partir desse momento Jep parte em uma jornada interna na busca pela sua própria identidade, desejando ardentemente escrever um novo livro, Jep se lembra constantemente de uma de suas namoradas o que o marca de maneira profunda, fazendo com que se sinta frágil e pequeno.
Opinião dos Críticos:
Conforme ocorre com a maioria dos filmes de Arte, 'A Grande Beleza' foi recebido com 'pedradas', segundo Marcelo Janot:
‘A Grande Beleza’ “funciona muito bem em dois níveis: como uma crônica da solidão de um homem que não consegue encontrar seu lugar no mundo que o cerca, tema recorrente na obra de Sorrentino, e a observação ácida e crítica desse mundo, que é a Roma contemporânea”. Janot ainda critica Sorrentino comparando-o com Federico Fellini, diretor do filme ‘A Doce Vida’: “Se o diretor teve a pretensão de tentar chegar aos pés de Fellini recorrendo ao onírico e ao mundano colocando em cena uma girafa de circo, flamingos ou a ex-musa Serena Grandi como uma espécie de Saraghina cheiradora, são momentos que não conseguem atingir uma beleza que ultrapasse o artificialismo da mera plasticidade. (…) não há em Sorrentino um pingo da genialidade de Fellini”, diz.
Segundo Thales de Menezes:
Vale a pena assitir o filme novamente no semana (concordo!).
“É apropriada a comparação com o Antonioni de “A Noite” e, principalmente, o Fellini de “A Doce Vida”. A jornada hedonista de Jep Gambardella, escritor de um único e elogiado livro e repórter cínico de revista esnobe, poderia ser protagonizada por um Marcello Mastroianni (1924-1996). Mas Toni Servillo, ator de 54 anos interpretando alguém de 65, é uma das razões do sucesso do longa. Acompanhá-lo em seu balanço da vida mundana fascina, mas a empatia do público com ele pode ofuscar uma segunda e importante leitura do filme”, escreve o crítico. “É possível isolar os episódios em que Gambardella assiste a performances de artistas “modernos” e os entrevista. O que se vê é uma sucessão de embates entre a ironia inteligente do escritor e o vazio de simulacros de arte”, finaliza.
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